O Distrito de Murrupula, na província de Nampula, conta a partir do presente ano lectivo com uma nova escola secundária construída de raiz, denominada “Armando Emílio Guebuza”, elevando para três o número de estabelecimentos de ensino deste nível no distrito.
A exploração intensa de minérios que se verifica, actualmente, em algumas zonas do distrito de Murrupula, na província de Nampula, está a provocar muitas desistências de alunos nas escolas daquela região, situação que preocupa as autoridades administrativas locais, as quais, no entanto, mostram-se aparentemente incapazes de a conter.
No ano passado, o governo desembolsou pouco mais 84 milhões de meticais para efectuar pagamentos de horas extraordinárias aos professores, pouco para eliminar a dívida.
O início das aulas do Ensino Geral, inauguradas oficialmente na passada segunda-feira, ainda não arrancaram nalgumas escolas, particularmente as da zona sul devido a uma combinação de factores que vão desde questões organizativas das próprias escolas até aos efeitos do temporal que se abateu esta semana sobre determinadas regiões perturbando o início efectivo do ano lectivo.
A Universidade Pedagógica graduou, só em 2011, mais de 4 mil professores licenciados. Deste número, nem sequer um foi contratado pela Educação, considerando que nenhum licenciado foi chamado a dar aulas nas escolas públicas em 2012, exceptuando os que estavam a estudar como bolseiros. A justificação é a mesma de sempre - falta de dinheiro -, e, em contrapartida, a qualidade de ensino vai degradando-se nos últimos anos por vários motivos, dos quais, a fraca qualidade do corpo docente...
"Em 2007, quase 70 milhões de crianças não estavam inscritas em escolas primárias e um valor semelhante de adolescentes não frequentava o ensino secundário."
O reitor da UEM disse que as situações ambientais desoladoras vividas em alguns países não se devem necessariamente à falta de ministérios ou de políticas, mas sobretudo a falta de integração do conhecimento nestes processos.
O processo de matrículas iniciou a 3 de Janeiro corrente e terminou ontem, podendo prolongar-se em muitas das escolas, já que ainda há vagas por preencher na 6a classe.
De acordo com o Plano Económico e Social (PES) 2012 apresentado ontem à Assembleia da República (AR).
“Temos alunos da 6ª classe sem competências básicas. Não sabem ler, escrever, nem identificar letras. Isso significa que essas crianças passam pelo primeiro ciclo de ensino sem capacidade exigida para o efeito”.