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Educação deve ser imperativo nacional

O documento destaca que, embora o nível de ingressos no ensino primário se situe acima dos 70%, o mesmo baixa de forma acentuada para cerca de 4% nos ingressos no ensino secundário e para 1% no ingresso no nível terciário.

A tarefa de educar em Moçambique deve tornar-se um imperativo nacional em que todos os sectores, público e privado, e a própria sociedade nas zonas rurais e urbanas desempenhem papel activo e de apoio ao sector da educação, para garantir a disponibilidade de pessoas devidamente habilitadas.Esta posição vem expressa no último relatório do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP- 2010), segundo o qual a falta de pessoas devidamente qualificadas ainda constitui um grande obstáculo ao desenvolvimento e à inovação em Moçambique.

O documento a que a AIM teve acesso destaca que, embora o nível de ingressos no ensino primário se situe acima dos 70 por cento, o mesmo baixa de forma acentuada para cerca de quatro por cento nos ingressos no ensino secundário e para um por cento no ingresso no nível terciário.

“Para a minoria que frequenta o ensino secundário, a educação é de má qualidade e o ensino das ciências básicas carece de uma grande melhoria. Existe um número insuficiente de professores de ciências e de Matemática e muitos dos que estão em exercício não estão devidamente qualificados”, avança o relatório.

Fonte: O País