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Estado corta orçamento da UP-Quelimane

A UP havia proposto ao Estado um Orçamento na ordem de 100 milhões de meticais, mas apenas foram disponibilizados cerca de 60 milhões.

A redução de cerca de 40 milhões de meticais na Universidade Pedagógica (UP), delegação de Quelimane, na Zambézia, poderá comprometer as actividades pedagógicas no presente ano lectivo, caso o governo não invirta o cenário.

A UP-Quelimane elaborou um plano de funcionamento para o presente ano académico, estimado em 100 milhões de meticais, para suportar todas as despesas da instituição, mas apenas 60 milhões é que foram aprovados. Esta situação poderá colocar a universidade a paralisar as suas actividades a partir do mês de Julho, uma vez que o orçamento, ora reduzido também afecta os salários dos docentes.

Aliás, segundo apurámos de uma fonte da UP-Quelimane, a verba disponível garante salários até ao mês de Março em curso, findo o qual não haverá mais fundos para salários, uma situação que poderá obrigar a alteração normal do decurso das aulas, caso a situação se mantenha.

‘’Nós tínhamos proposto para este ano um orçamento que ia cobrir todas as despesas, num total de 100 milhões de meticais e, como disse, 47% do valor foi-nos retirado, o que significa que estamos por volta de 60 milhões de meticais”, disse a fonte para, depois, acrescentar que uma parte do valor do orçamento é proveniente do Estado e a outra “de receitas próprias (...)”, disse Manuel de Morais, director da UP, delegação de Quelimane.

Questionado sobre se a redução em causa não iria afectar os salários do corpo docente, De Morais explicou que: “Eu tenho a certeza de que nós, os docentes, não vamos deixar de receber os nossos salários, porque é um direito e o Estado vai, com certeza, continuar a pagar. Porém, de acordo com os nossos cálculos, com o nosso actual orçamento apenas será possível cobrir as despesas até ao mês de Julho”.

Sabe-se que, este ano, a UP-Quelimane, para além de um crescimento do número de estudante, de 3 322 para 3 400, tem grandes perspectivas, designadamente, a introdução de mais sete novos cursos, construção de Campus universitário na zona de Murropué, arredores de Quelimane, onde se prevê erguer um complexo residencial com capacidade de 17 quartos e 16 salas de aulas, onde vai funcionar a faculdade de ciências sociais.

Fonte: O País