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Governo da Zambézia cumpriu em 80% no ano passado

No ano passado, o governo desembolsou pouco mais 84 milhões de meticais para efectuar pagamentos de horas extraordinárias aos professores, pouco para eliminar a dívida.

O governo da Zambézia não cumpriu com o pagamento total das horas extras dos professores referentes ao ano passado e parte de 2010.

Recorda-se que o director provincial da Educação, José Pereira, a directora provincial das Finanças, Joaquina Gumeta, e o governador provincial, Francisco Itai Meque, vieram a público, em 2011, garantir aos docentes da Zambézia que havia dinheiro para liquidar todas as dívidas.

Até ao ano passado, a província da Zambézia tinha um total de 22 863 mil docentes provenientes dos 17 distritos.

Deste número, cerca de 22 353 mil não receberam o salário referente às horas extraordinárias do mês de Outubro do ano transacto. Apenas 510 professores, da cidade de Quelimane, receberam o seu dinheiro, na ordem de nove milhões de meticais.

Face a esta situação, ano passado, os professores da Zambézia, sobretudo os da cidade de Quelimane, ameaçaram paralisar as aulas na sequência da falta de pagamento das suas horas extraordinárias.

Nessa altura, o governo dialogou com os docentes e, de seguida, iniciou os pagamentos, não abrangendo, por outro lado, a todos os professores da província. Segundo o director provincial da Educação, José Pereira, ano passado, o governo desembolsou pouco mais 84 milhões de meticais para efectuar pagamentos de horas extraordinárias aos professores. Porém, não foram suficientes para estancar a dívida dado o elevado número de professores existentes naquela.

“É preciso frisar que em termos de meses em dívida que nos faltam pagar, varia porque há distritos que pagamos até Junho outros até Setembro”, explicou o director provincial da educação da Zambézia, sem, no entanto, deixar claro o tempo que vai levar para o governo provincial liquidar as dívidas.

Fonte: O País