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“Modelo de Bolonha é o caminho a seguir”

O Professor Padre Filipe Couto, ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane, ora substituído por Orlando Quilambo, continua a defender o modelo de Bolonha como o ideal para as universidades moçambicanas, particularmente para a Universidade Eduardo Mondlane. Reagindo à reprovação do seu projecto de reforma curricular – redução de 4 para 3 anos de cursos de licenciatura e mestrado em dois anos – Couto disse que não estava preocupado com o recuo da nova direcção.

“Eu fui reitor. Agora sou professor de Matemática na Faculdade de Ciências. Ora, se eles vão mudar alguma coisa, estão livre de o fazer. É com eles. Eu continuo a dizer que quatro anos para licenciatura é muito tempo. Continuo a defender três anos para licenciatura e dois anos para o mestrado”, afirmou Couto, realçando que “este (modelo de Bolonha) é o caminho a ser seguido em Moçambique. Sei que há muitos professores jovens e da minha geração que devem este currículo”.

A sua ideia, segundo nos contou, era que se racionalizasse o tempo e os fundos do Estado por entender que a qualidade não se alcança pelos anos de permanência na universidade, mas por “dar o suficiente em tempo suficiente”. No seu entender, três anos é tempo suficiente para preparar devidamente um estudante para o mercado: “Não é por aumentar os anos de estudo que se vai conseguir a qualidade, mas é por dar o suficiente ao estudante.”

Estudantes como chave

A dada altura da conversa, o então reitor da UEM revelou que, na verdade, os estudantes é que seriam a chave da mudança ou não do currículo em vigor, porque a direcção da UEM terá de os ouvir como parte integrante do processo.

Fonte: O País